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Fibromialgia: hidroterapia pode ser uma excelente opção para recuperar a qualidade de vida perdida

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A hidroterapia é uma excelente opção para pacientes com fibromialgia.

Segundo a reumatologista Euriana Travagim Brione, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia – muitos pacientes com fibromialgia apresentam níveis mais baixos de força muscular e resistência aos exercícios. A prática regular de exercício físico para esses pacientes é fundamental, e faz parte do tratamento prescrito.

“A hidroterapia é uma excelente opção, pois é realizada em piscinas apropriadas, com água em 36 graus, eliminando o impacto e ajudando a relaxar. De fato, pode ajudar no condicionamento físico, no combate à dor e na consequente melhora da qualidade de vida do paciente”, garante a médica do CREB.

Estudo científico sobre a Fibromialgia

Um estudo científico publicado no Journal of Physical Therapy Science, intitulado “Os efeitos do exercício aquático, isométrico força-alongamento e aeróbico em parâmetros físicos e psicológicos de pacientes do sexo feminino com síndrome da fibromialgia”, reforça a tese dos benefícios da hidroterapia para quem é acometido pela fibromialgia.

Os pesquisadores estudaram o impacto dos exercícios aquáticos aeróbicos e de alongamento de força isométrica nos parâmetros físico e psicológico dos pacientes com fibromialgia, comparando exercícios isométricos de força e alongamento, aeróbicos em ginásios e aeróbicos realizados em piscinas. Segundo a pesquisa, a terapia aeróbica realizada em piscinas foi mais eficaz. Os pesquisadores explicaram que à ausência da força de impacto sobre as articulações durante os exercícios na água faz toda a diferença nos resultados.

“A hidroterapia é mesmo mais eficaz e ajuda a devolver a qualidade de vida perdida para pacientes com fibromialgia”, afirma a Dra. Euriana. Ela pontua que o CREB dispõe de duas piscinas exclusivas para a prática da atividade.


Os cuidados na compra de uma nova mochila

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Início do ano letivo, é hora de comprar material escolar. Um dos itens desta extensa lista merece um atenção especial: a mochila. Ainda que a criança queira escolher o modelo, com a estampa de seu personagem preferido, os pais precisam tratar a compra da mochila como uma questão de saúde. “O peso em excesso pode dar origem a problemas na coluna para o resto da vida, comprometendo a qualidade de vida daquela criança. Mochilas muito pesadas e inadequadas geram dor nas costas, postura incorreta e desvios na coluna vertebral, entre outros problemas”, alerta o ortopedista João Marcelo Amorim, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.

O médico do CREB explica que é preciso estar atento não apenas ao modelo escolhido, como também a forma como a mochila é utilizada. Segundo ele, um dos erros mais comuns é a utilização da mochila em apenas um dos ombros, sobrecarregando um lado do corpo. “O certo é utilizar a mochila sempre com as duas correias uma em cada ombro, independente do peso carregado. Além disso, na hora de arrumar a mochila, é importante colocar os objetos mais pesados no fundo, próximo ao corpo”, ensina o Dr. João Marcelo Amorim, pontuando que a mochila deve ficar posicionada a oito centímetros acima da cintura e que o peso que ela carrega nunca deve ultrapassar a 10 % do peso da criança ou adolescente. “Outra dica importante é levar somente o que for necessário. As vezes, por preguiça ou esquecimento, a criança leva livros que não serão utilizados naquele dia, carregando peso a mais sem necessidade”, acrescenta.

Em relação ao modelo de mochila a ser escolhido, o ortopedista dá as seguintes dicas: o tamanho da mochila deve ser adequado ao tamanho da criança, não ultrapassando os limites da cintura e dos ombros; a mochila vazia não deve pesar mais de um quilo e as alças devem ter enchimento interno de silicone para maior conforto e, se possível, cinta abdominal. Há modelos com rodinhas que facilitam o transporte quando se carrega muito peso. “Uma boa dica é os pais comprarem a mochila com os filhos, para que possam checar se o tamanho é o ideal e, claro, para os filhos escolherem cor e padrão de estampa”, finaliza o médico do CREB, lembrando que ao menos sinal de dor na coluna, o correto é procurar um ortopedista para uma avaliação.


Síndrome Cruzada Superior tem tratamento e resultados podem ser excelentes

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Embora tenha sido descrita e definida em 1979 como uma alteração postural levando ao encurtamento de alguns músculos e inibindo a força de outros em padrão cruzado, a Síndrome Cruzada Superior (Upper cross Syndrome) vem sendo sub-diagnosticada, muita...

Embora tenha sido descrita e definida em 1979 como uma alteração postural levando ao encurtamento de alguns músculos e inibindo a força de outros em padrão cruzado, a Síndrome Cruzada Superior (Upper cross Syndrome) vem sendo sub-diagnosticada, muitas vezes segmentada e não analisada de forma global no indivíduo. A correria estressante do dia a dia e a utilização cada vez mais de dispositivos móveis, como smartphones e tablets, têm aumentado exponencialmente o índice de pacientes que apresentam essa síndrome, apresentando uma postura com anteriorização da cabeça, aumento da lordose cervical e cifose dorsal e elevação e anteriorização do ombro e escápula alada, o que provoca um “desembalanço” muscular acentuado.

A Síndrome Cruzada Superior  vem sendo sub-diagnosticada

“Os desequilíbrios musculares padrões são o encurtamento na parte dorsal dos músculos trapézio (fibras superiores) e elevador da escápula, na parte ventral encurtamento dos músculos peitorais (maior e menor) e devido a essas hipersolicitações/tensões há uma inibição cruzada, sendo na região frontal fraqueza de flexores profundos cervicais e serrátil anterior, cruzando dorsalmente fraqueza nas porções medial e inferior do músculo trapézio e rombóides. O diagnóstico realizado de forma separada, seja ele de patologia apenas cervical, ou apenas de patologia do ombro, não soluciona o quadro clínico do paciente como um todo, por isso a porcentagem de pacientes que retornam com recidiva das dores é alta, pois só parte do problema foi solucionado”, explica o ortopedista Márcio Taubman, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.

Segundo ele, quando se fala do ombro, “a postura de anteriorização de cabeça cria uma cascata de compensação postural, diminuindo a estabilização da articulação, principalmente devido a fraqueza do músculo serrátil anterior alterando o posicionamento da escápula (escápula alada). Esta perda de estabilidade decorrente da escápula alada faz com que a atividade dos músculos elevador da escápula e trapézio superior aumente a sua tensão, criando um ciclo vicioso para poder prover estabilidade ao complexo do ombro, intensificando o desequilíbrio muscular e aumentando o padrão postural patológico”. O ortopedista do CREB explica que os principais sintomas desta síndrome são dor de cabeça, tensão cervical, dor na região dorsal, dor e crepitação no ombro e leve formigamento que se estende pelo membro superior.

A boa notícia é que o tratamento pode apresentar excelentes resultados, com correção postural e fortalecimento muscular. “No CREB adotamos protocolos que incluem a RPG, o pilates terapêutico e acupuntura, e os resultados têm sido excelentes. Ao menor sinal de dores, é preciso consultar um médico especialista”, finaliza o Dr. Márcio.



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